sexta-feira, 31 de julho de 2009

Para Meditar

Um jovem arrogante, quadro superior de uma grande organização participava numa reunião bastante concorrida composta por pessoas de todas as idades.
Os inúmeros participantes assistiam a um jogo de palavras entre alguns intervenientes cada um deles defendendo os seus pontos de vista.
Achando-se “dono da verdade” num estilo muito exuberante que a sua idade não lhe permitia ver, tomou para si a responsabilidade de querer explicar aos mais velhos porque era impossível a alguém da velha geração entender ou estar ao nível das pessoas da sua geração.

"Vocês cresceram num mundo diferente, um mundo quase primitivo!", afirmou o jovem alto e claro de modo que todos em volta pudessem ouvi-lo.
"Nós, os jovens de hoje, crescemos com Internet, telemóveis, televisão, aviões a jacto, viagens espaciais, homens caminhando na Lua, nossas aeronaves, expedições a Marte, energia nuclear, carros eléctricos, gás natural, GPL e hidrogénio, computadores com capacidades extraordinárias de processamento, portáteis e...," - fez uma pausa para tomar um gole de água.

Um dos participantes aproveitou-se do intervalo do gole para interromper a liturgia do “Yuppie” em sua ladainha e disse:

“Realmente você está certo. Nós não tivemos essas coisas quando éramos jovens por que estávamos ocupados em inventa-las. E você, um merdoso arrogante dos dias de hoje, o que está fazendo para a próxima geração?”

O “Yuppie” ficou sem fala e grande parte da assembleia aplaudiu ruidosamente, de pé!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Editorial: Ops!


Em apenas um ano, a CORRENTE DE OPINIÃO SOCIALISTA publicou 4 números da Revista online OPS!, dedicados a outros tantos temas essenciais: TRABALHO E SINDICALISMO, EDUCAÇÃO, ECONOMIA e agora URBANISMO E CORRUPÇÃO. Neles colaboraram personalidades de reconhecida idoneidade e competência especializadas em cada uma destas áreas. Em cada número da OPS! procuraram-se e propuseram-se caminhos novos e soluções alternativas.


Nenhuma outra corrente política, nem o próprio PS, através das suas fundações ou iniciativas criadas para o efeito, conseguiu realizar trabalho semelhante, apesar dos escassíssimos meios de que dispomos. Isto mostra que, mais do que o marketing ou os aparelhos logísticos, o que importa são as ideias, a participação, o espírito cívico e desinteressado na busca de novas políticas para o país e para a democracia. Sem sectarismo nem dogmatismo, no respeito pela pluralidade que é timbre de quem se reclama do socialismo democrático. Seguindo a lição do grande António Sérgio a OPS! tem procurado “abrir as largas avenidas da discussão”, num tempo dominado pela moda, pelo politicamente correcto e pela ditadura do imediato e do mediático.


Cada um dos números da OPS! contém pistas e propostas que podiam constituir uma importante contribuição para um programa capaz de responder à crise provocada pelo colapso do capitalismo financeiro, crise essa que não pode ser superada com políticas inspiradas pela ideologia que está na sua origem. Sob pena de as mesmas causas continuarem a produzir os mesmos efeitos. O presente número da OPS! revela com muita clareza até que ponto o capitalismo ultra-liberal, a desregulação e a especulação desenfreada têm contribuído para desfigurar o nosso território e as nossas cidades.


Mais do que ouvir ex-ideólogos da direita seria importante escutar a opinião socialista dos que, dentro do PS, não desistem de pensar à esquerda. Orgulhamo-nos de, nestes 4 números, com o concurso de outros socialistas, de personalidades independentes ou de outros quadrantes, termos reunido um conjunto de ideias e soluções que em breve serão editadas em livro.


Pensamos, como Antero de Quental, que não se pode viver sem ideias. E que não é possível renovar a democracia sem ideias novas e sem debate ideológico.


Na véspera de eleições marcadas por uma ofensiva ideológica da direita contra as metas sociais consagradas na Constituição da República Portuguesa, a revista OPS! e a Corrente de Opinião Socialista ocupam o seu lugar no combate pela defesa de uma democracia em que direitos sociais sejam inseparáveis dos direitos políticos. Lutaremos pela Escola Pública, pelo Serviço Nacional de Saúde e pela Segurança Social Pública. Mas também por uma revisão do Código Laboral, pela transparência das decisões dos poderes públicos e pelo direito ao território.


Recusaremos a reedição do Bloco Central ou de qualquer outra forma de aliança à direita. Como militantes socialistas, sem abdicarmos da opinião própria nem das divergências até hoje formuladas, continuaremos a bater-nos, dentro e fora do PS, por uma alternativa socialista ao neo-liberalismo ainda dominante.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

IV Encontro Concelhio de Bandas de Garagem em Rebordões

Realizou-se no passado sábado o IV Encontro Concelhio de Bandas de Garagem, o evento teve lugar no Parque Desportivo F.C. Rebordões, e contou com a organização da Câmara Municipal de Santo Tirso e da Junta de Freguesia de Rebordões. A tarde de sábado foi bastante divertida com a prática de desporto radical, onde foi possível participar em actividades como Escalada e Paintball.
À noite deu-se então lugar ao Festival, que contou com a presença de 7 bandas do concelho, sendo elas: Etna, Diz Para, Meltin Pot, Gin Fizz, Oozie Aboozie, Common Place, Den Riverman.
O evento contou ainda com a presença do Presidente Castro Fernandes, entre outros vários convidados. O espectáculo teve um público atento e entusiasta, e serviu também para dar a conhecer o Rock que se faz no Concelho. São iniciativas como esta que o Concelho precisa e a Juventude aplaude.
in Santo Tirso Digital

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sondagens do Blog

Coloquei hoje neste blog quatro sondagens para que todos os visitantes possam deixar a sua opinião, isto porque através deste modelo poderão deixar a sua opinião sem o comentário, uma vez que alguns visitantes não se sentem à vontade para o fazer.

Antes de passar à explicação de cada uma das perguntas gostaria de deixar-vos os números dos visitantes deste pequeno blog, desde a sua criação em Setembro de 2007:

Visitantes: 5096
Visitas: 9105

Origem:
Portugal 75%
França 7%
Alemanha 7%
Holanda 3%
Irlanda 2%
Reino Unido 2%
Brasil 2%
Venezuela 1%
Cabo verde 1%

Quanto às Sondagens:

1. Qual a relevância da lista para a sua escolha?

Esta ideia surgiu no seguimento da análise sobre a mudança de atitude que os portugueses têm tido nos últimos anos, sinal de amadurecimento democrático, em que cada vez mais votam nas pessoas e menos nos partidos (Antigamente havia quem disse que até um burro de palha ganhava por este ou aquele partido! :) )
A candidatura de João Abreu do PSD anuncio para amanhã a apresentação da sua lista e é com normal curiosidade que todos querem conhecer quem serão os seus colegas de equipa.
Mas também para as restantes disputas queremos saber que serão os principais candidatos à Assembleia da Republica, pena não serem anunciados os candidatos a ministro, à Assembleia Municipal e à Junta de Freguesia, esta curiosidade é normal e muito positiva para a nossa democracia. ( tal como no futebol está repleto de exemplos não é só a "estrela" que tem que ter qualidade)


2. Próximo Presidente da Junta de Rebordões?

Esta é uma pergunta obrigatória, até porque é importante perceber como a população vê esta nova força para Rebordões do PS, assim como mais uma candidatura de Carlos Saldanha.
Apostará Rebordões na força e capacidade de trabalho da Elsa ou na persistência de Carlos Saldanha.


3. Qual o melhor candidato à Câmara de Santo Tirso?


Aqui está mais um embate interessante para este Verão, causará mais estragos Graça junto do eleitorado Castro Fernandes ou João Abreu.
Será Obra suficiente para Castro Fernandes ou vencerá a conversa bonita de João Abreu.


4. Em quem votará para o Governo?


A primeira corrida eleitoral do Verão para acompanhar atentamente pois o futuro do nosso país estará claramente em Jogo.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

JN: Dinheiro de luvas terá ido parar ao PSD

PJ acredita que ex-responsáveis e partido beneficiaram de um milhão. Falta apurar rasto final de verbas no BPN.
A Polícia Judiciária (PJ) suspeita que os ex-administradores dos CTT Carlos Horta e Costa e Manuel Baptista, bem como o PSD, terão beneficiado de um milhão de euros em notas resultantes de luvas por negócios ruinosos.
A investigação do caso "CTT" está dada como concluída pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ e foi remetida ao Ministério Público. O processo terminou com 52 arguidos no total. Em causa estão crimes de corrupção, administração danosa, tráfico de influência, fraude fiscal, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e prevaricação.
De acordo com informações recolhidas pelo JN, a confirmação das suspeitas mais graves dos inspectores da PJ, nomeadamente relacionadas com eventuais subornos recebidos por responsáveis da empresa e políticos, estão dependentes do termo de diligências de investigação junto do BPN. Falta saber, concretamente, qual o rasto final de um milhão de euros em dinheiro vivo.
Carlos Horta e Costa, Carlos Encarnação, Paulo Pereira Coelho - este ainda não constituído arguido - e Paulo Miraldo são alguns dos destacados militantes do PSD aos quais são imputados crimes. Cabe ao DIAP do Ministério Público de Lisboa concluir diligências e decidir pela acusação.
O processo incide sobre eventual prática de crimes de administração danosa, pelo menos, pelos membros da administração dos CTT em funções entre 2002 e 2005: Carlos Horta e Costa, o presidente, e Manuel Baptista, Luís Centeno Fragoso, Gonçalo Leónidas da Rocha e Vera Patrício Gouveia, administradores.
Estes responsáveis estão indiciados por terem posto em causa os interesses patrimoniais daquela empresa pública, nos 23 actos de gestão (ver ficha com exemplos na página seguinte) investigados pelos inspectores da UNCC, ao proporcionarem vantagens alegadamente ilegítimas a empresas privadas, gestores e vários políticos, sobretudo do PSD.
Os negócios centrais do inquérito são a alienação de dois edifícios pelos CTT (ver texto ao lado), em Coimbra e Lisboa. E foi a venda do imóvel de Coimbra - que a empresa compradora revendeu no mesmo dia com cinco milhões de euros de lucro -, a originar o maior número de ilícitos.
Neste caso, foram apurados factos que indiciam a prática de crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais, por parte de uma dezena de empresas e cerca de 20 indivíduos, como Paulo Miraldo e Carlos Godinho, outro militante do PSD, e o empresário Artur Albarran. Este, porém, não chegou a ser constituído arguido, supostamente por não ter sido encontrado pelas autoridades. As duas escrituras de compra e venda do prédio de Coimbra foram feitas na Batalha, localidade onde, no mesmo dia, os administradores da empresa do grupo TCN que comprou o edifício aos Correios, Júlio Macedo e Pedro Garcês, levantaram um milhão de euros em numerário.
A PJ suspeita que parte desse dinheiro terá sido destinado a Manuel Baptista e Carlos Horta e Costa, pelo facto de ter apreendido documentos onde aparecem valores atribuídos às iniciais "CHC" e "MB", mas também a "Amigos CTT" e a "Leões". Os dois administradores são conhecidos sportinguistas. Contactado pela Lusa, o antigo administrador dos CTT, Carlos Horta e Costa, diz desconhecer os indícios que lhe são imputados.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Editorial JN de Hoje

Editorial: O estado da Nação

A dimensão ética da política não permite - não pode permitir - que os actores tenham comportamentos fora do que é o padrão normal da boa educação e do politicamente correcto. É por isso que o gesto do ministro Manuel Pinho não tem desculpa. Nesta medida compreende-se que os partidos da Oposição tenham pedido a sua cabeça e aceita-se que o primeiro-ministro a tenha oferecido dizendo, de forma piedosa, que aceitou um pedido de demissão. Mas, como o mundo não é perfeito, é preciso dizer que houve em tudo isto, nos pedidos da oposição e na atitude de José Sócrates, uma enorme hipocrisia.
Manuel Pinho teve um gesto errado. Mas a dimensão ética que se lhe exige com total intolerância, não se ponderando sequer a aceitação de um pedido de desculpa, deve ser exigida a todos os deputados. E todos sabemos que algumas graçolas frequentemente lançadas para o ar por alguns deputados no calor dos debates também estão para além dos limites. O próprio debate de ontem sobre o estado da Nação - nem de propósito um incidente destes num debate como este - teve momentos muito tristes, de parte a parte, com acusações de mentira e apartes de mau gosto.
A vida política portuguesa está num enorme estado de crispação que pagaremos muito caro depois das eleições, quando previsivelmente chegar a hora de estabelecer consensos que se prevêem muito difíceis. A qualidade da nossa democracia atravessa um dos períodos mais baixos, e não vale a pena atribuir culpas a este ou àquele partido. As culpas repartem-se e é preciso dizer que o combate político não justifica tudo. E se o rigor dos deputados e do primeiro-ministro se justifica perante o infeliz gesto do ministro da Economia, se esse rigor não esconde uma enorme hipocrisia, então temos nós todos a responsabilidade de apontar o dedo a atitudes com que vamos convivendo: erros graves, mentiras, omissões, não reconhecimento de méritos políticos a quem o tem, etc. etc.
Manuel Pinho foi um dos melhores ministros deste Governo. Plano tecnológico, grandes esforços na indústria e na área das novas energias ficam a seu crédito. Algumas hesitações de discurso evidentes desde o primeiro dia revelavam a personalidade de um técnico sem experiência política. Foi essa inexperiência que ontem o traiu, curiosamente perante um deputado que há tempos insultara a nossa inteligência defendendo a democracia da Coreia da Norte, uma afirmação tão risível quanto condenável foi o gesto de ontem de Manuel Pinho. Um gesto condenável mas que foi, tão-só, uma reacção a quem apoucava o seu esforço para garantir postos de trabalho.
O país já conviveu no início conturbado da era democrática com um primeiro-ministro que, de uma varanda do Terreiro do Paço, mandou para "aquela parte" um conjunto de manifestantes. As consciências dos senhores deputados estarão hoje tranquilas e satisfeitas, desde a do deputado Rangel que cedo se ufanou de "ter sido o primeiro" a pedir a cabeça do ministro, até à do bloquista Luís Fazenda, que diz que este "ícone" perseguirá o primeiro-ministro. Pena foi que Sócrates não tivesse resistido a defender o seu ministro, condenando-lhe o gesto, mas poupando-o. A verdade é que Governo e Oposição já só pensam em eleições. Governo e Oposição já só pensam em ganhar posição. Aí reside a hipocrisia de todos. Pensando no país, talvez o ministro não precisasse de ser demitido e talvez os debates tivessem mais nível. Numa palavra: talvez o estado da Nação fosse outro.